sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O Peso da Bondade: Por que quem recebe demais sente raiva?




O Peso da Bondade: Por que quem recebe demais sente raiva?

Parece uma contradição: como alguém pode sentir irritação ou até fúria por ser "bem cuidado"? No senso comum, a gratidão deveria ser a única resposta. Mas, na visão sistêmica de Bert Hellinger, em seu livro Pensamentos a Caminho, o excesso de generosidade sem equilíbrio pode se tornar uma prisão emocional.

A Dívida que Sufoca a Alma

Hellinger nos ensina que o equilíbrio entre o dar e o receber é o que mantém a dignidade nas relações. Quando alguém nos dá algo que não temos como retribuir — seja um cuidado excessivo, um sacrifício desmedido ou uma "ajuda" que não solicitamos — essa pessoa nos coloca, inconscientemente, em uma posição de inferioridade.

A raiva que surge em quem recebe não é ingratidão. É um mecanismo de defesa da alma para preservar a própria autonomia. É como se o sistema dissesse: "Ao me dar tanto, você me torna pequeno e me tira o direito de também ser capaz."

A Visão da Neurociência: Controle vs. Conexão

A ciência moderna, focada no trauma e no comportamento, explica que o cuidado invasivo pode ser interpretado pelo cérebro como uma forma de controle. Quando o outro faz tudo por nós, nosso sistema de "busca e recompensa" entra em colapso.

A falta de agência (a capacidade de agir por si só) desregula o nervo vago social. Em vez de conexão e segurança, o excesso de "bondade" ativa o sistema de defesa, gerando uma resposta de luta ou fuga. Para o cérebro, a dependência extrema é uma ameaça à individuação. Sem o equilíbrio do intercâmbio, a relação perde o viço e o ressentimento toma o lugar do amor.

Restaurando a Dignidade

Ajudar de forma equilibrada exige a humildade de dar apenas o que o outro pode integrar. A cura desses relacionamentos pesados passa pela coragem de dizer "não" ao excesso e "sim" à responsabilidade própria.

Se você se sente sufocado em uma relação onde "recebe tudo", ou se está exausto de dar e só colher distância, é hora de olhar para as leis ocultas que regem os seus vínculos.


Cida Medeiros

Psicoterapeuta Integrativa e Sistêmica

Como Facilitadora de Movimentos Sistêmicos, meu trabalho é ajudar você a identificar esses desequilíbrios que drenam sua energia vital. Através de Rodas de Cura e atendimentos individuais, navegamos pela sua Jornada de Autoconhecimento para que você recupere sua autonomia e aprenda a arte de relacionar-se com leveza.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Você Sabia que quem recebe demais pode sentir raiva?




Você Sabia que quem recebe demais pode sentir raiva?

Parece contraditório, não é? Afinal, fomos ensinados que receber é um privilégio. Mas você já esteve em uma relação onde alguém fazia tudo por você, a ponto de você se sentir sufocado ou, estranhamente, irritado com tanta "bondade"?

Em Pensamentos a Caminho, Bert Hellinger nos alerta para um perigo invisível: o desequilíbrio entre o dar e o receber.

O Peso da Gratidão Infinita

Quando alguém nos dá algo que não podemos retribuir — seja por excesso de zelo, sacrifício extremo ou proteção exagerada — essa pessoa, sem saber, está tirando a nossa dignidade. Quem recebe demais sente-se pequeno, em dívida e, eventualmente, essa pressão se transforma em raiva. A raiva, aqui, é um grito de sobrevivência da alma tentando recuperar sua autonomia. É o sistema dizendo: "Eu também quero ser capaz. Eu também quero ter valor."

A Neurociência do Equilíbrio

Nosso cérebro é programado para a reciprocidade. A Teoria do Apego de John Bowlby nos mostra que relações saudáveis dependem de uma via de mão dupla. Quando uma pessoa assume o papel de "eterno doador", ela desregula o sistema nervoso do parceiro ou do filho.

O excesso de cuidado pode ativar respostas de estresse no outro, pois o cérebro interpreta a incapacidade de retribuir como uma perda de poder pessoal. Isso afeta o nervo vago social, impedindo uma conexão real e gerando um afastamento defensivo. Para o cérebro, a dependência extrema é uma ameaça à individuação.

A Cura pelo Equilíbrio

Ajudar de verdade significa dar apenas o que o outro pode retribuir de alguma forma, ou o que ele realmente precisa para dar o próximo passo sozinho. O equilíbrio traz paz; o excesso traz conflito.

Se você se sente exausto de tanto dar e não ser reconhecido, ou se sente uma culpa pesada por tudo o que recebeu, talvez o seu sistema esteja pedindo um novo lugar. Olhar para esses emaranhados é o primeiro passo para relacionamentos mais leves e autênticos.


Cida Medeiros

Psicoterapeuta Integrativa e Sistêmica

Como Facilitadora de Movimentos Sistêmicos, ajudo você a identificar onde o fluxo do amor estancou em suas relações. Em minhas Jornadas de Autoconhecimento e atendimentos individuais, trabalhamos para que você encontre o equilíbrio entre dar e receber, permitindo que sua força vital e sua autonomia floresçam.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A Arte de Ajudar: Quando o Menos é Mais




A Arte de Ajudar: Quando o Menos é Mais

Você já sentiu que, ao tentar ajudar alguém (ou ao buscar ajuda), o peso da situação pareceu aumentar em vez de diminuir? Bert Hellinger, em suas reflexões em Pensamentos a Caminho, nos traz uma verdade cortante: a ajuda só é real quando ela respeita o destino do outro e fortalece a sua alma.

O Equilíbrio entre Dar e Receber

Muitas vezes, o impulso de "salvar" alguém é, na verdade, uma forma de arrogância sistêmica. Quando tentamos carregar um fardo que não é nosso, enfraquecemos quem recebe a ajuda. A verdadeira ajuda, segundo a visão sistêmica, é aquela que se retira no momento certo, permitindo que a pessoa encontre sua própria força. É o que Hellinger chama de "ajuda que consola, mas não soluciona" vs. a "ajuda que fortalece".

A Base Segura: Ciência e Conexão

Para que alguém consiga receber ajuda e transformar sua vida, seu sistema nervoso precisa se sentir seguro. Como aprendemos com John Bowlby na Teoria do Apego, sem uma "base segura", qualquer tentativa de intervenção gera resistência ou dependência.

No processo de individuação, a ajuda terapêutica funciona como um regulador biológico. Através da sintonização com o terapeuta, o cliente regula seu nervo vago e acalma seus alertas de sobrevivência. É nesse estado de segurança que a ajuda sistêmica penetra e desata os nós do passado, permitindo que a pessoa caminhe com as próprias pernas.

Um Movimento em Direção à Vida

Ajudar não é tirar a dor, mas dar suporte para que a pessoa possa olhar para ela com clareza. É um movimento de humildade de ambas as partes.

Se você sente que está carregando pesos que não consegue mais suportar, ou se busca uma forma de ajudar o seu sistema a florescer, saiba que existe um lugar de equilíbrio. A jornada de autoconhecimento é, acima de tudo, aprender a aceitar a ajuda certa para se tornar o capitão da sua própria alma.


Cida Medeiros

Terapeuta Integrativa e Sistêmica

Através dos meus atendimentos e como Facilitadora de Movimentos Sistêmicos, ofereço uma escuta que respeita a sua história e o seu tempo. Minhas Rodas de Cura e Jornadas de Autoconhecimento são desenhadas para serem essa base segura onde você pode, enfim, soltar o que não é seu e abraçar a sua força vital.