sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Você Sabia que quem recebe demais pode sentir raiva?




Você Sabia que quem recebe demais pode sentir raiva?

Parece contraditório, não é? Afinal, fomos ensinados que receber é um privilégio. Mas você já esteve em uma relação onde alguém fazia tudo por você, a ponto de você se sentir sufocado ou, estranhamente, irritado com tanta "bondade"?

Em Pensamentos a Caminho, Bert Hellinger nos alerta para um perigo invisível: o desequilíbrio entre o dar e o receber.

O Peso da Gratidão Infinita

Quando alguém nos dá algo que não podemos retribuir — seja por excesso de zelo, sacrifício extremo ou proteção exagerada — essa pessoa, sem saber, está tirando a nossa dignidade. Quem recebe demais sente-se pequeno, em dívida e, eventualmente, essa pressão se transforma em raiva. A raiva, aqui, é um grito de sobrevivência da alma tentando recuperar sua autonomia. É o sistema dizendo: "Eu também quero ser capaz. Eu também quero ter valor."

A Neurociência do Equilíbrio

Nosso cérebro é programado para a reciprocidade. A Teoria do Apego de John Bowlby nos mostra que relações saudáveis dependem de uma via de mão dupla. Quando uma pessoa assume o papel de "eterno doador", ela desregula o sistema nervoso do parceiro ou do filho.

O excesso de cuidado pode ativar respostas de estresse no outro, pois o cérebro interpreta a incapacidade de retribuir como uma perda de poder pessoal. Isso afeta o nervo vago social, impedindo uma conexão real e gerando um afastamento defensivo. Para o cérebro, a dependência extrema é uma ameaça à individuação.

A Cura pelo Equilíbrio

Ajudar de verdade significa dar apenas o que o outro pode retribuir de alguma forma, ou o que ele realmente precisa para dar o próximo passo sozinho. O equilíbrio traz paz; o excesso traz conflito.

Se você se sente exausto de tanto dar e não ser reconhecido, ou se sente uma culpa pesada por tudo o que recebeu, talvez o seu sistema esteja pedindo um novo lugar. Olhar para esses emaranhados é o primeiro passo para relacionamentos mais leves e autênticos.


Cida Medeiros

Psicoterapeuta Integrativa e Sistêmica

Como Facilitadora de Movimentos Sistêmicos, ajudo você a identificar onde o fluxo do amor estancou em suas relações. Em minhas Jornadas de Autoconhecimento e atendimentos individuais, trabalhamos para que você encontre o equilíbrio entre dar e receber, permitindo que sua força vital e sua autonomia floresçam.

[Clique aqui para equilibrar suas relações e agendar uma consulta.]



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A Arte de Ajudar: Quando o Menos é Mais




A Arte de Ajudar: Quando o Menos é Mais

Você já sentiu que, ao tentar ajudar alguém (ou ao buscar ajuda), o peso da situação pareceu aumentar em vez de diminuir? Bert Hellinger, em suas reflexões em Pensamentos a Caminho, nos traz uma verdade cortante: a ajuda só é real quando ela respeita o destino do outro e fortalece a sua alma.

O Equilíbrio entre Dar e Receber

Muitas vezes, o impulso de "salvar" alguém é, na verdade, uma forma de arrogância sistêmica. Quando tentamos carregar um fardo que não é nosso, enfraquecemos quem recebe a ajuda. A verdadeira ajuda, segundo a visão sistêmica, é aquela que se retira no momento certo, permitindo que a pessoa encontre sua própria força. É o que Hellinger chama de "ajuda que consola, mas não soluciona" vs. a "ajuda que fortalece".

A Base Segura: Ciência e Conexão

Para que alguém consiga receber ajuda e transformar sua vida, seu sistema nervoso precisa se sentir seguro. Como aprendemos com John Bowlby na Teoria do Apego, sem uma "base segura", qualquer tentativa de intervenção gera resistência ou dependência.

No processo de individuação, a ajuda terapêutica funciona como um regulador biológico. Através da sintonização com o terapeuta, o cliente regula seu nervo vago e acalma seus alertas de sobrevivência. É nesse estado de segurança que a ajuda sistêmica penetra e desata os nós do passado, permitindo que a pessoa caminhe com as próprias pernas.

Um Movimento em Direção à Vida

Ajudar não é tirar a dor, mas dar suporte para que a pessoa possa olhar para ela com clareza. É um movimento de humildade de ambas as partes.

Se você sente que está carregando pesos que não consegue mais suportar, ou se busca uma forma de ajudar o seu sistema a florescer, saiba que existe um lugar de equilíbrio. A jornada de autoconhecimento é, acima de tudo, aprender a aceitar a ajuda certa para se tornar o capitão da sua própria alma.


Cida Medeiros

Terapeuta Integrativa e Sistêmica

Através dos meus atendimentos e como Facilitadora de Movimentos Sistêmicos, ofereço uma escuta que respeita a sua história e o seu tempo. Minhas Rodas de Cura e Jornadas de Autoconhecimento são desenhadas para serem essa base segura onde você pode, enfim, soltar o que não é seu e abraçar a sua força vital.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A Clareza que Liberta: Quando a Alma Para de Lutar

 




A Clareza que Liberta: Quando a Alma Para de Lutar

Você já sentiu que, por mais que tente resolver um problema, a solução parece fugir entre os dedos? Muitas vezes, o que nos falta não é inteligência ou esforço, mas a clareza de quem se atreve a ver a realidade como ela é. Bert Hellinger nos ensina que a verdadeira clareza nasce no silêncio e na humildade de não querer mudar o destino.

O Cérebro em Busca de Respostas

Do ponto de vista da neurociência, a falta de clareza é como um "ruído" constante no nosso sistema. Quando estamos presos em emaranhados familiares ou traumas não resolvidos, nosso cérebro opera em modo de sobrevivência. O estresse crônico desregula o nervo vago, impedindo-nos de acessar o córtex pré-frontal — a área responsável pela nossa capacidade de tomar decisões sábias e ter uma visão clara da vida.

A Clareza como Sucesso do Espírito

Em suas reflexões, Hellinger menciona que a superação de nossas limitações é um "sucesso do espírito". Essa clareza começa de forma secreta, no íntimo, e exige que deixemos de lado as nossas projeções sobre o que "deveria ter sido".1. É o momento em que paramos de olhar para a dor e começamos a olhar para a solução. Como uma metáfora para a vida, quando limpamos a lente do passado, o caminho à frente se ilumina naturalmente.

Um Convite à Presença

Ter clareza não significa saber tudo o que vai acontecer, mas sim ter a segurança interna para dar o próximo passo. É integrar a nossa história — com todas as suas sombras — para que a nossa consciência possa, enfim, descansar no presente.

Se você sente que a névoa do passado está obscurecendo sua visão de futuro, convido você a explorar esse caminho de clareza comigo. Às vezes, basta uma pequena mudança de perspectiva para que toda a paisagem da sua vida se transforme.

Que tal começarmos a limpar essa lente hoje?

“Este texto foi livremente inspirado nas reflexões de Bert Hellinger na obra Pensamentos a Caminho, onde a clareza e o olhar para o destino são as chaves para a paz da alma. Se você sente que é hora de integrar esses ensinamentos na sua história, [clique aqui e vamos conversar/agendar uma consulta].”


Cida Medeiros

Psicoterapeuta Integrativa e Sistêmica

Dedico minha caminhada a ser Facilitadora de Movimentos Sistêmicos e Rodas de Cura, guiando pessoas em suas Jornadas de Autoconhecimento. No meu consultório, realizo atendimentos individuais que unem a profundidade da visão sistêmica à precisão da psicoterapia integrativa, ajudando você a encontrar a clareza necessária para seguir adiante.