quarta-feira, 23 de julho de 2025

O Eco do Passado: Traumas Familiares e Nossos Comportamentos


O Eco do Passado: Como os Traumas Familiares Moldam Nossos Comportamentos

Entenda como a história da sua família se manifesta hoje em você.

Você já parou para pensar que as dificuldades que enfrenta hoje, talvez até a forma como se relaciona, podem ter raízes em algo que nem você viveu? Parece loucura, eu sei, mas a verdade é que o sistema familiar é um campo de energia e informação. E, acredite, ele tem um jeito peculiar de nos passar "heranças" que vão muito além de bens materiais.

Pense em um trauma como uma semente plantada no solo da sua família. Se não for cuidada, ela cresce e seus frutos podem se manifestar em gerações futuras através de padrões de comportamento, medos inexplicáveis, ou até mesmo doenças. É como se o eco de um acontecimento do passado reverberasse no presente, afetando suas escolhas e sua visão de mundo.

Nossa neurociência nos mostra que o cérebro, incrível como é, se adapta para sobreviver. Se nossos antepassados viveram em um ambiente de escassez ou perigo, essa "programação" de alerta pode ser transmitida, deixando-nos mais ansiosos ou reativos. É fascinante, não é? O corpo, de fato, guarda as marcas.

A beleza da visão sistêmica é justamente essa: ela nos permite olhar para esses ecos, para essas marcas, com compaixão e entendimento. Não é sobre culpar o passado, mas sobre compreendê-lo para liberar o presente. É sobre dar voz ao que ficou silenciado, permitindo que a energia flua de forma mais saudável.

Curioso para desvendar os ecos da sua própria história? Entender como esses traumas familiares podem estar influenciando seus comportamentos é o primeiro passo para uma vida mais plena. Se essa reflexão tocou você, convido-o a explorar mais no nosso blog Caleidoscópio do Saber, onde abordamos  temas diversos que criam pontes para abordagem sistêmica de diversas formas. E se sentir o chamado para olhar mais de perto para suas próprias dinâmicas, uma conversa pode abrir caminhos surpreendentes.

Cida Medeiros


Inspiração e Fonte:

Esta postagem foi inspirada e se baseia nas valiosas contribuições de Franz Ruppert, especialmente em sua obra sobre "Almas Confusas" e os tipos de traumas psíquicos (traumas existenciais, de perda, de vinculação e de vinculação sistêmica), além de incorporar conceitos da Teoria Polivagal (Stephen Porges), da Terapia de Aceitação e Compromisso (Steven C. Hayes), dos estudos sobre trauma e corpo (Bessel van der Kolk) e neuroplasticidade (Norman Doidge).

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