Além do Olhar: A Neurociência por Trás dos Traumas de Vinculação
Como as primeiras relações moldam seu cérebro e emoções.
Sabe aquela sensação de que algo te falta, ou aquela dificuldade em confiar plenamente? Muitas vezes, a origem está nos nossos primeiros laços, nas primeiras relações que formamos. Os traumas de vinculação, segundo Franz Ruppert, são feridas que surgem quando nossa necessidade de segurança e conexão não é atendida de forma consistente. E o impacto disso é profundo, alcançando até o nosso cérebro.
A neurociência moderna nos oferece lentes poderosas para entender essa complexidade. A Teoria Polivagal, por exemplo, nos mostra como nosso sistema nervoso autônomo se organiza em resposta às experiências de segurança e ameaça. Se a vinculação foi marcada por imprevisibilidade ou abandono, nosso sistema pode se tornar hiperalerta ou, ao contrário, se "desligar" para se proteger.
Pense no cérebro como um músculo que se molda com o uso. Experiências repetidas de vinculação insegura podem criar caminhos neurais que nos levam a repetir padrões de comportamento, mesmo que dolorosos. É por isso que, muitas vezes, nos vemos em situações que parecem um "déjà vu emocional". Mas a boa notícia é que o cérebro que cura é capaz de transformar! A neuroplasticidade é real, e podemos reescrever essas histórias.
A abordagem sistêmica nos ajuda a não olhar apenas para o indivíduo isolado, mas para o sistema de onde ele veio. Compreender a dança das relações que te formaram é crucial para desatar os nós. É um convite a sentir o corpo, a reconhecer as sensações e a começar a criar novas narrativas internas.
Se você se identificou com essa reflexão sobre traumas de vinculação e a influência da neurociência em suas emoções, saiba que existe um caminho. Explorar a visão sistêmica é como acender uma luz em um quarto escuro, revelando o que antes era invisível. Que tal uma consulta para começarmos a desvendar juntos esses padrões e abrir espaço para novas e mais saudáveis formas de se conectar?
Cida Medeiros
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Inspiração e Fonte:
Esta postagem foi inspirada e se baseia nas valiosas contribuições de Franz Ruppert, especialmente em sua obra sobre "Almas Confusas" e os tipos de traumas psíquicos (traumas existenciais, de perda, de vinculação e de vinculação sistêmica), além de incorporar conceitos da Teoria Polivagal (Stephen Porges), da Terapia de Aceitação e Compromisso (Steven C. Hayes), dos estudos sobre trauma e corpo (Bessel van der Kolk) e neuroplasticidade (Norman Doidge).
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